Sei que
o amor que tinhas esvaiu-se como desterrado
Embrenhou-se fundindo fortemente em outro ser
E não surpreso sem esperança,com amor mirrado
Sonhando vir o amor esperado antes de morrer.
Sei que
existe ainda... hibernando no mar fundeado...
Como um grão de areia envolto em mistérios adormecido.
E tu na praia... pensamentos distantes... vagos... amargurados
Chorando triste sem esperanças... arrulhar em ti o amor
esquecido.
Não
tenho musa nem mensagem só um peso imensurável
Destas águas profundas sobre mim quedas monstruosas
Com garras aduncas... zombam de mim como miserável
E tu na praia... conserva-me vivo... emanando palavras amorosas.
O atrair
forte imantado... liga através das muralhas
Que nos separam... na distancia desta guerra de consciência
Não se vale acobertar... esconder esta ferina mortalha
E a dor que sentimos... desprazer... amarguras... oh, quão
imensa!
E esta
vastidão de sabores da mistura de fogo e prazer
Que antevemos ao longe descortinando e aos poucos
Vamos apalpando... vencendo... encurtando em um querer
Este sonho querido... inebriante e profundo e louco.
Venceu
as barras... quebrou os encantos ao emergir das águas
Agora tocando com as mãos singelas... em teu doce seio
Num beijo solene... descarregas de vez... todas as mágoas
Na praia perdida de tua vida... o amor que veio.
Autor: sincero...
o Único