Os augúrios
da vida... a sensatez... a saudade
Impeliram minha alma cansada... e abatida
Em busca de uma fonte... uma umidade
Que molhasse com seu orvalho... esta terra batida.
Lembrei-me de teus
escritos... de uma gêmea alma
Alentado... revigorado... ansioso... sai voando
Pelos rastros deixados... de tua destra pena e calma
De tão contente... fontes de lágrimas...
escorregando
Sulcando minha
face... com leitos delirantes
Suas poesias... lindas virgens... como um soneto
Bailaram em um ritmo destro... e contagiante
Voltei á vida... arrancando de meu coração
um espeto.
O bálsamo
de tuas palavras... sorvendo como doce
Aqueceram nas veias... o sangue antes gelado
Sem conhecer seu semblante... assim mesmo trouxe
Palavras de amor... e gestos nunca pensados.
Lanço
o que sinto... minha alma solta... respeitosa
Enobrece-te poeta dos meus sonhos... alma limpa
Não te enojas... nem sentes envaidecida... e talentosa
São as fontes jorradas... sonoras que meu ouvido
timpa.