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A
vida passa... os sonhos... e a real acontece... não
dormes... viras na cama... pensa... cansada... sem sono
o dia amanhece... deixaste sozinho... mataste a crença.
Chore... dentro de meu peito... recolho suas lágrimas...
rego as flores... que um dia desabrocharão... para
na alegria... perfumar sua vida... e o bálsamo...
de meios enleios... remediarão suas dores...
Cala-te... feche os olhos... não
respondas... apenas no teu silencio... emita os anseios...
que dentro de encontras... ouço uma música...
adentro tua alma... e neste mar de sonhos... navego tranqüilo...
a ver o horizonte distante... irei ao teu encontro... e
meus ombros... serão teu consolo...
Sua insensível alma... talvez sem vida... ricocheteia
minhas falas... por não saber... que também
no silencio... como humano... sentimos... aquilo que...
brota das grutas... como água cristalina... sacia
a sede de amor... aumenta a alegria... e alivia as dores
passando... ou passadas...
Nas barrancas da vida... crescem os arbustos verdejantes...
que enfeitam a estrada... dos vôos e sonhos... dos
tropeços imensos... no caminhar constante... se um
dia caímos... levantamos mais fortes... na experiência
terrena... olhando o alto... o celeste porvir... e a colheita
dos frutos... que plantamos no amor...
Somente desejos... de escrever... fazer nascer do branco
papel... algo de vida... do morto o rejuvenescimento...
como crianças que saltam... junto aos verdes montes...
nas encapas das montanhas...
Dos lírios dos campos... vestidos de cores... dos
cantos dos pássaros... do arrulhar dos pombos...
que se aninham contentes... e em beijos de amores... alicerçam...
e montam os edifícios altos... donde vemos... o calmo
mar... espraiando... em espumas... brancas na areia fina
do mar...
Autor:
Sincero o Único
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