O dia passa... e com ele se vão as amarguras outros dias nascem.

É a paz voltando... quebrando o arrogante vento ou o furacão que passa... e as cinzas quentes esfriando... poderá nascer algo novo... ou ficar enterrado para sempre.

Um passado recente... afogado pelas incertezas... ou bloqueado com grades sentimentos inférteis... sem sementes nem esperanças.

Na infertilidade inútil... predadora... bastarda e inconseqüente.

Arruinando deliberadamente uma vida... construída com lágrimas.

Hora com sorrisos e felicidades... hora açoitado por tempestades malígnas... mas sobrevivido e soberbo... pisando o inimigo relutante em vencer.

Mas destruindo-se a si próprio... com a estupidez embaraçada de ciúmes... prognosticada por serpentes... que nascem de um cérebro vazio... aprimorado pela longetividade de sofrimentos... dos bastardos tempos passados... rolando na imundice dos dias perdidos de sua juventude.

Ai!... Que casinha lembrada...

Onde minha mamãe plantava um jardim... onde uma árvore aninhava pássaros... e meu pai sonhava com um futuro brilhante.

Que saudade do balanço daquela velha casa... dos primórdios da minha vida... dos conselhos daquele velho querido...

Quando me embrenhava sozinha nas matas virgens da vida.

E agora sozinha... lagrimas rolam de minha face... ante a atitude estúpida de ter saído deste doce lar... envergonho-me diante dos meus... mas não fujo porque não sou covarde...

Não paro para não pensar... como uma louca trabalho.

Não... não! Não posso parar! Não vejo o dia passar... e a noitinha suspiro diante do micro... esperando uma palavra de carinho... um conforto sincero... se um dia não vem.

Morreria se o visse com outra... mas não sou covarde para morrer... e me faltam forças para viver sem ele.

Que madrugadas à dentro... trocávamos palavras sensíveis.

Palavras muitas vezes de amor... e quantas vezes e fui dormir sonhando...

Sincero... podes percorrer o mundo... levantar nos ares... voar como um pássaro... nadar como um peixe nas profundezas dos mares.

Mas neste cantinho da vida sei que muitas voltas... hás de dar.

E depois voltando... me encontrarás no mesmo lugar esperando.

Pois sei que o ima do amor... te busca onde quer que estejas...

Autor: sincero... o Único


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