Porque chove... um dia escuro... e na negritude deste dia gostaria de desvencilhar-me... deste pensamento... parece incoerência... só pensar em você... mas penso!

Meus lábios balbuciam teu nome... minha mente tangente ao teu corpo também te vejo triste! Lembro-me das choupanas no agreste... no Sertão Nordestino!

Como uma espada cortante... meus olhos seguem a tua procura... descansavas numa rede... ou num chão batido... mas... limpo olho-te... e tu foges...

Volto novamente... agora numa casa acarpetada... desgastada pelo tempo... sentada no canto em um velho sofá... encolhida e triste... nossos olhares se encontram... lágrimas de felicidades... sorrisos... tristezas... e amarguras estampam nossos rostos...

Presos por sentimentos secretos buscamos conforto, estribamos na fonte do amor... que colunam nossas vidas... uma base forte e indestrutível... nos abraçamos e nos beijamos... fluindo o momento que tanto esperávamos... as lembranças passadas... o caminhar... teu rumo para a Universidade...

As tabelas lançadas num livro... onde a riqueza medida... você balanceia entre o trabalho e o amor... numa mistura gostosa... onde as lembranças te faz voltar a esta grande cidade de São Paulo... no cantinho onde moravas...

Lá me encontras sentado a tua frente... esqueça os livros... a contabilidade como ciência... agora deténs dos resultados... pensando e vivendo ao meu lado... com um sorriso matreiro abre os braços e me acolhes com gigantesco fervor...

Não tento desvencilhar-me e me entrego... atirando a tristeza... na ribanceira intrépida tornado-a em pedaços... o sinuoso sorriso irradiante de alegria...

A simplicidade da vida destroem a nossa pobresa... o reino unidos dos hipócritas!

Recife! Firma-te no meio dos mares...

Abalroa as lanchas perdidas... que sobraram da passagem do ano... Ah sim! Daquela mensagem perversa que enviando-me... destruís-te bases de um amor vivendo... e aflorou outra imagem de um amor nascendo...

Não... não... não! Doce ilusão vai-te depressa! Solte-me!

Porque é melhor viver sozinho nesta cidade grande... do que sonhar com um amor distante... sei que és a magricela que enfeita o Nordeste árido... com teus vestidos e saias armadas... correndo contra o vento...

Foges como um raio chorando o amor perdido... correndo em direção oposta... talvez as circunstâncias da vida nos coloque novamente um... defronte do outro... e o beijo se alongue eternamente!


Autor: Sincero o Único