Sentes na alma... uma dor pungente... um interminável amargor... uma tristeza sem fim... uma esperança perdida... sei que alguém feriu profundamente sua alma... e prostada num leito de dor clamando por socorro...

Socorro que não vem... porque no universso não ha remédio para esta dor... e num deserto descaida e triste... na sede e ância de morte... contemplas mais uma ilusão que se foi... passou... deixou-te a beira do caminho... um momento cruciante e o desespero a fez prostar-se... e prostada não tens força para reagir...

Vamos meninia!... Alongue sua vista neste imensurável deserto... onde inanimada te quedas... e ao longe a princípio como uma penumbra... vai-se tornando forma... e uma imagem esguia... buscando... palpando... escultando... busca anciosamante uma alma perdida no deserto do desconsolo...

Calma!... Alguém te vê... não estas sozinha... essa agonia de morte de alma que te espreita logo terminara... alguém está te procurando... ainda não te viu... mas a dor... os lamentos e o despreso que sentes ... é uma voz não não é um grito... onde todas as forças restantes são lançadas...

Já estas perdendo o fôlego e sucumbindo... o teu grito vai se tornando menos audível... agora só lamúrios baixinho... estendida no forte calor dessa areia infindável... onde os horizontes não deixam ver um verde... outra alma ou ser... Haaa! Alguém te enchergou... coração pulsando fortemente... agora a passos largos correndo... queria ter asas... cansado e trôpego... pela busca te encontrou...

Desmaias... alguém esta chegando e te toma nos braços... e da moringa uma água fresca... desce em sua alma sedenta... vai se tornando borrifos em sua face... faz que tu voltes plenamente... agustiado também alguém te envolve nos braços e beija sua boca... e caminhando... caminhando te leva para fora deste deserto... desta tristesa de alma... alguém voltou... esta saciando teus desejos... murmurando palavras doces e sinceras...

Não é um sonho... alguém... que na hora em que esperavas um carinho... na impaciência do corpo sedento... onde as entranhas se comprimem... e se não for socorrida leva a morte... morte de alma... parece que fugiu... não!

Não mulher; estou aqui... entremos no quarto nupcial... vamos... alente sorria... deixe a felicidade te tomar conta... alguém esta ao teu lado... saciemos e alonguemos nossas vidas... e eterno será nosso prazer... nunca mais ficarás abandonada neste deserto triste e horripilande de Dor da Alma!


Autor: Sincero o Único