Seu nome é Amor! Nos conhecemos num sonho... em dia
alegre da vida... em meados de outubro de 1999... século
passado... amamo-nos... esta semente minúscula do
amor... sufocada na terra... lutou em ânsias de morte...
levantou o torrão duro... da terra bendita... cresceu
como uma árvore... com folhas tenras...
De princípio os afagos foram tomando formas... o
tronco desnudo e feroz... eram nas intempéries e
tormentas que seguravam com carinho... aquela mão
frágil desta mulher amada... nesta árvore
assentavam... os passarinhos a cantar... e na sua sombra...
uma sombra divina... uma musicada dança surgia com
o nascer do sol... e suas flores... exalavam o perfume do
Amor...
Perfume que nenhum perfumista se atrevera em fazer... fui
misturando essências de sorrisos e lágrimas...
de lutas e dores... numa vitória deslumbrante...
empunhando ferozmente as armas... num cavalheirismo nunca
antes imitado... tomando-a pelos braços... percorríamos
a orla da praia...
Mancebos tiravam o chapéu... e as ondas gigantescas
das águas do mar... quebravam constantes na fortaleza
de nosso amor... lançando no ar a brisa cristalina
e refrescante... que amenizava o calor das princesas e elevava
os brios dos príncipes... Oh,Amor! como eram lindos
teus passos ancorados e protegidos... enquanto olhares tomavam
a forma...
E aventureiro... eu cingia tua cintura meigamente... e a
cada passo um beijo... e os olhares se esvaeciam... fazendo
coro as gaivotas piavam... barulhentas querendo nos despertar
do sonho...
Amor... Amor! Nem os mais renomados poetas... ou líricos
poemas em palavras ensaiadas... na robustez da sabedoria
de uma pessoa... ou na acadêmia de letras... poderiam
cantar a beleza de teu corpo... ou desnudar o sentimento
depositado em seu coração... que em suspiros
e ais... implantavam no coração de um sincero...
uma fortaleza indestrutível... que duraria para sempre...
Amor! Teu sincero não se foi... continua dormindo...
continua a sonhar... enquanto a passos lentos e marciais...
ele apenas se afasta... não abra os olhos... ele
não quer ver-te sofrendo... antes renove em ti a
força ardente e a coragem... deixe-me ir...
Amor! Acorde somente quando um sincero melhor... o sincero
do resto de sua vida chegar... calma... ainda há
no teu rosto... a garoa... do último beijo... continue
dormindo... alegre e feliz... acenando com um lenço
branco... que vai desaparecendo... deixando-te feliz também...
No final do horizonte... nesta tarde ao por do sol... chega
a noite... no teclado olhado para o monitor... você
verá sempre o sincero imaginário... espere...
um dia você verá sua face sorrindo em seu portão...
com rosas vermelhas... enquanto um sincero maior... na Av.
Portugal... abre-te o imenso braço... Amor... Amor!
Autor:
Sincero o Único