A vida passa... e como folhas caídas... as enxurradas arrastam aos bueiros... toma o leito do rio... levando as páginas que a vida escreveu... outras folhas nascem... e junto delas uma flor com seu perfume... exalando novos horizontes... e as praias perdidas são o túmulo das folhas... que se foram... esquecer... é nascer para uma nova vida montamos com sorrisos... os tijolos... as lágrimas... a água... das tempestades... o barro... uma casinha florida... e o perfume exalado do interior... correu o mundo... as aves... ali encontraram o sustento... as almas se saciaram... agora a tempestade... com o grito de um vulcão monstruoso... levantou aos ares o pó que afugenta a gente... e nem lembrança sobrou... despedaçada dos murmúrios dos incautos... que passando sujaram suas vestes... na podridão das ruínas do que foi um reino dourado... e os inocentes fizeram suas moradas... lamentos gritos de dor... suspiros e ais... adentram as cavernas dos corações... dilacerados pelo desprezo... onde o vazio chorando... encobre com lágrimas... aos cantos que foram cheios... os pássaros emudeceram... e as trevas contaminaram... com o veneno da morte... as praias ficaram desertas... as baías se enrolaram em seu lugar... e íngremes montes lascados formam o abismo da alma... suspirando por um tronco caído... levado pelas ondas monstruosas da tempestade... correntes onde os arcos naufragaram... ais de dor... saído das gargantas dos salva vidas... ao ver os mortos inanimados... sendo devorados pelos corvos... onde foram lançados na praia do desprezo!


Autor: sincero... o Único


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