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Madrugada
fria... tão fria... vejo nas penumbras da serra do
mar... uma névoa cinzenta... tudo incerto... menos
você...
A neblina cobre os montes... te vejo mergulhada nela... se
adentro a mata... entre os ramos te encontro... como uma fada
caminhas entre as nuvens... na inglória tua perversidade...
arrogantemente entesas os seios... caminhando garbosamente
em soberbas estradas... ou mesmo trilhos de tua vida...
Tentas com a espada afiada e embainhada ferir os corações
dos incautos... há há... vigilante me quedo...
pronto para esta batalha ferina e couraça da justiça...
arqueja a desembainhada... agora trôpega segues... palpitante
o coração...
Já não mais é madrugada fria... o dia
já raiou... o grande olho do sol no horizonte desponta...
e naquele cantinho por ti guardado me aleito contente no calor
de seus brios... e na riqueza de amor sem paixão daquele
amor puro... e virgem... sem mácula e perene... singelo
e capcioso...
Próprio de uma soberba derrotada... sem amargura ou
dores... mas na simplicidade do belo... e na formosura da
humildade sombreando uma figura simpática... repousando
num sorriso feliz... dentro do barco construído com
amor... navegando agora no antigo mar de lágrimas...
antes formado... pela inexperiência réproba...
Dos doces anos pubernais... olhando o infinito... enxergando
o porto almejado... e o amanhecer com um abraço...
o entardecer com um encontro... e no coluio da noite...
palavras
de amores trocando.
Autor: sincero...
o Único
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