Na escuridão da
alma... vou acender meu candeeiro
Nas brenhas... penhas... galhos... arbustos e flores
Hei de encontrar... soterrada... com vida ou ferida
Não viverei sozinho... uma fimbria de luz será...
amores...
Compaixão?
Para mim não basta...
juras intensas... preocupação
Sonegas... incrustes... engana... foges e dizes juntinha
Mas uma lusinha... pontiaguda... penetra em teu coração
Vou te encontrando... meu candeeiro fraco... falta a luz que tinha...
Mentira...
Teus tempos... já
não são meus tempos... alheia-te esquecida
Sinceros... são os fracos raios... desta luz que ludibria
Nada clareia... e uma negritude... ou sobra esmaecida
Esconde-te... ainda que pareces... querer ter-me um dia.
Mentiras... enganos...
voltas de uma corda pronta a enforcar
O que foi um dia a vida... madrugadas não perdidas... com
calor...
De um sol que brilha... um Rei que reina... uma mulher a esperar
Não um candeeiro apagado... um corpo inanimado sem nenhum
amor.
Espero...
Meu corpo treme de desejo...
um desejo augusto... e sincero
Meus membros anseiam... meus olhos brilham... e não muito
pouco
Encontrarei um amor... que também me queira... assim espero
Entregar-lhe com carinho um pedaço de mansinho... deste
amor louco.