Pare
olhe...
Pare!...
Gritei
para
te
tirar
desse
torpor
sangrento
e
dessa
falta
de
razão...
vem
comigo
viaje
vamos
a
vida
é
bela...
arranca
de
teus
lombos
com
a
força
empinada
de
um
potro
selvagem....
essa
sela
da
hipocrisia
daquela
que
te
despreza..toma-lhe
das
mãos
o
bridão
da
grandeza...
da
dinheirama
sem
poder...
ou
da
riqueza
da
vaidade
no
pobre...
lança-lhe
em
rosto
sua
fraqueza...
E
de
um
pinote
solta-lhe
com
o
corpo
em
terra...
sem
machucá-la
para
que
possa
ver-te
correndo
como
uma
gazela
pelos
floridos
campos...em
busca
da
carência
de
amor...
aquela
que
sequiosa
espera...
com
um
comprido
olhar
vasculha
a
terra...
em
busca
de
carinho...
vamos
enquanto
a
caída...
não
pranteies...
para
que
tua
felicidade
não
seja
atingida...
o
orvalho
da
madrugada
refresque
teus
pés...
E
o
cheiro
das
flores
antes
do
sol
a
pino...perfume-se
para
um
novo
encontro...
não
importa
que
ela
fique...
porque
ironizou...
cegamente
obrou...
e
quando
despertar...
já
não
tem
teu
carinho...
o
doce
virou
fel...
e
nos
braços
que
a
procuram
te
sentirás
vazia...
fechara
os
olhos...
para
tentar
te
sentir...
mas
as
caricias
por
ti
deixadas...
marcaram
como
ferro
em
brasa...
Os
lábios...
que
antes
beijaste...
ainda
ouviras...
de
sua
boca...
idiotice
é
o
beijo
na
boca...
porque
fugir...
não
adianta..ela
tem
saudades...
e
na
sombra
das
perfídias...
ou
na
boemia
do
teclado...engole
o
gole
de
amargura...por
ter
te
deixado...e
junto
do
outro...
ou
mesmo
no
meio
da
multidão
caminha...
desgovernada
como
louca...
Quiçá
não
enxergue
o
abismo
das
loucuras
do
vinho...
ou
as
penhas
das
línguas
que
a
enganam
caindo
no
precipício
do
sexo...
tentando
desvencilhar-se
do
sofrimento...
vá
não
olhe
para
traz...
não
sofra
segue-me...
meu
nome
é
a
paz...
pois
meu
dizer
é
sincero...
a
minha
esperança
é
a
companheira
daquela.
que
te
espera...
como
é
fascinante
e
sentir...
o
desejar...
deliciosamente
deslizando...
esses
sentimentos
nobres...
olhe
o
sol
se
pondo...
o
mar
revolto...
o
contraste
das
sombras
aos
raios
enegrece
as
brancas
águas...
o
navio
em
alto
mar...
esta
chegando...
atracando
minutos
depois...
com
a
donzela
de
nosso
sonho...
já
a
vejo...
acena
com
um
branco
lenço...
vem
querida...
meus
braços
te
esperam...
encurvarei
embora
seja
Rei...
Porque
também
tu
és
uma
majestade....destituída
foi...aquela
que
para
traz
ficou...
abraçando
sua
beleza...
contando
teu
tesouro...
e
sem
ninguém
que
colha
suas
lágrimas...
não
sofra
mais...
faça
como
o
sincero...
que
deixou
par
trás
uma
casinha...
e
nela
repousa
talvez
outro
dono...
deixe-os...
não
os
aborrecemos...
eis
o
nosso
palácio...
entremos
para
as
bodas...
ouça
a
orquestra
toca...
os
clarins
ecoam...
E
a
alegria
continua...
não
sofra...
toma
esta
princesa...
coloque
em
teus
lombos...e
a
deixe
cavalgar...
como
uma
rainha...
em
passos
marchantes...
firmes...
mas
com
a
maciez
do
amor...
que
emana
deste
corpo
fértil...
e
sedento.

Sincero...
o
Único