Simplesmente...
uma palavra... picoteia e retine... em ondas abrasivas retumbando
como o som vago e profundo... cortando os ares em sonoras ondas...
grave... solitário... percorrendo a imensidão vasta
de um mundo de imaginária vanglória... formando imagens
e desenhando uma vida sem forma definida... ai se eu pudesse adentra-la...
refugiar-me...
E nos recantos obscuros... ora com a singeleza e pureza de alma...
ou até com sentimentos profanos... não importa...
busco-te... vem amada minha... como posso vivo... e vivo feliz com
um sorriso nos lábios... deixando penetrar o sonido de uma
música que me embala... descarrego em letras... neste conhecido
branco... que muitas vezes ofereceu seu regaço...
E como escravo humilde e bondoso... talvez sentindo as dores e prantos...
ou alegrando e devaneando... dançando e embalando leva o
coração do escritor... elevando seu ser... fazendo
sentir tua presença... amoitada não sei como num sentimento
vago... escondida em si mesma... traindo-se de quando em quando...
revirando sua alma... procuro adivinhar... percorrendo teu olhar...
Numa vastidão recruta... sem firmeza e sonhadora... mas tu
vives... sinto tuas entranhas percorridas por um sangue alimentado
de romantismo... enfrentando a morte como uma brincadeira... porque
se ela viesse te encontraria sonhando com uma brisa tocando seu
rosto ensaiando carinho... enquanto as ondas do mar quebram e esvaem
em sorridentes espumas brancas...
Vão seus sentimentos em coro como as gaivotas bailarinas
do ar... para o mundo submerso de esperanças e anseios...
vagos e delirantes cessa a dor de teu peito... agora aliviada sorri...
viu lá do outro lado o amigo... com os braços abertos
e sorriso largo e desejou felicidades e esta felicidade... nasceu
e cresceu arrebentando do seu seio por uma só palavra...
um momento deu a luz que destruiu as trevas...
Eagora te vejo como um anjo despido... mas puro... em quem não
ouso tocar... para não macular nem enegrecer esta cristalina
figura... de uma amada imaginária... paro... a música
continua... sentindo teu abraço adormeço... não
quero acordar... Deixe-me!!!
Autor:
sincero... o Único