Voltando a infância... vejo-me acariciada e num braço forte que me acalenta... sinto-me como uma rainha... numa fortaleza indestrutível... um olhar contente dentro de teus olhos... afago com minhas mãozinhas o teu rosto... deixando-te com um orgulho sem fim... vou crescendo e vai aumentando teu desvelo... na escola com a professora... agora Pai!

Já mais crescida... teus ciúmes e a rebeldia da idade... quanto trabalho não é papai? Sei que não fui à filha carinhosa... que muitas vezes talvez... até o fiz chorar pelos cantos escondido... e agora sei que preciso compensar Pai!

Deixa eu me enrodilhar em teu pescoço... com abraço carinhoso neste dia... em que tens a grandeza de ser relembrado como as flores... que esperamos tanto na primavera... gostaria que tu sentisses o perfume exalado... do amor desta filha e pudesse cobrir um pouco a mácula deixada pelo desgosto que muitas vezes causei.

Agora pai! assenta-te num banco do jardim... deixe-me olhar no fundo de teus olhos e dizer que te amo! não fui à filha que tu merecia... pela ingenuidade revolta... de uma puberdade inculta... própria da arrancada dos inexperientes... Pai a escada formada pelos degraus de meus erros... faz-me velejar entre caminhos... que antes não percorria... de afetos agora sentidos...

Que este escrito é impotente para transmitir-te... ante a minha vontade e sofreguidão expressar-me... tudo que tenho para dizer-te em agradecimentos... homenagens... e orgulho de ser tua filha. Pai! que os momentos não passem... paradas fiquem as horas e os dias... nesta felicidade que hoje posso braçar-te... e numa caminhada por caminhos planos em tua vida... possa eu estar sempre a teu lado...

porque sou um pedacinho teu... dependo de ti e tuas serão minhas dores... e meus sorrisos e felicidade em ti serão eternos sentimentos puros... e sinceridade divina... marque o nosso peregrinar e nem a morte... nem a dor... nunca nos separe!

Beijo-te meu querido... e te escrevo para dizer que... Eu te Amo!


Sincero... O ùnico


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