Ao esculpir este corpo em vertical
Procurou-se por todos os meios
Quedando-o... no sentido horizontal
Os meus desejos... lindos seios...

Descendo formando desenho... outro meu fraco
Tecido formado... em engenho perfeito
No centro alinhado... e no meio um buraco
Umbigo é o seu nome... abaixo do peito.

Entre ele e as pernas... as coxas... e os joelhos
Formando um ninho... desejo aninhar
Meu corpo faísca... formando centelhas
Meus olhos lacrimam... no sonho de amar.

Bem sei que não tenho como desejos cumprir
Alheio-me por inteiro... nas horas que enfada
Sonhando acordado os desejos a sentir
Não posso cobrir... os anseios da amada.

Busco não entanto... não enxergar ou ouvir
Que estremecem suas entranhas somente em pensar
Nem hei de buscar-te... ou também inquirir
Sei que anseias meu corpo presente... a te amar...



Autor: Sincero o Único