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Onde
estás... oh sol... as estrelas... o mar
Onde estás... oh minha alma solta?
Onde está o poeta... a amar e sonhar
Se tens presa... a tua alma revolta.
Elos
de bronze... de juízos... elos de ciúmes.
Sem compaixão sem pena...advertem
Tiram o belo... a liberdade... os perfumes
Fica sem sonhos... de fantasias inertes.
Que
antes esvoaçavam... revoavam como passarinhos
Agora censurados... humilhados amarrados tesos
Nem mesmo voltar... em paz aos seus ninhos
No calor causticante... impiedosos... presos.
Não
pode amar... chorar... sentir... nem condoer
Aviltado... desprezado... não mais culto... negas
Preso... amargurado... esperando só morrer
Sem direito de escrever... impuseram-te regras.
Na
hipocrisia solene... espadas transpassam a alma
Em um túmulo o lançam despojado e maltratado
Conscientes estes carrascos... matam com calma
Saboreando a morte violenta... no sonho imolado.
Autor: sincero... o Único
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