Tetéia...
pequenos mas poderosos foram os olhos do pai de teus filhos...
quando descortinado a sua vista... enobrecido de sentimentos
nobríssimos...
Dedicou um poema...falando tetéia... adocicando sua
boca... manobrando sua língua...com piruetas... tentando
descrever do ego... procurando palavras exprimíveis...
no dever de descrever a esposa... deixou imaculado carinho...
tetéia...é uma peteca acrobática no ar...
Uma flor que lança seu perfume... tetéia...
é a mulher destemida e provocante... labutando incansável...
sem perder o brilho... levantando... lutando incansavelvemente...
tetéia... é a esposa... Tetéia é
mãe... tetéia é a amiga... te vejo em
largos sorrisos como uma Tetéia... e na beleza de teu
ser... palavras horrendas saídas de sua boca... palavrões
bárbaros e obscenos... se tornam em Tetéia...
os passos que caminhas com eloqüentes movimentos... são
Tetéia...
Na luta constante... viajando a trabalho... te vejo mexendo
massas... suas mãos viram tetéia... com carinho...
enquanto festejam... sorrisos largos para os clientes... apertando
o fuso que faz descer os churros... é Tetéia...
com o coração doendo... amargurado... mas a
boca destilando sorrisos... é Tetéia... amando
sonhando... vivendo... pensando... é Tetéia...
Exausta cabeça detonando de dor... dedilhando no teclado
do micro... lançando vida a quem te lê... é
Tetéia... formando o mar que ansiosamente navegamos...
e Tetéia... vestida perfumada... é Tetéia...
e até quando levantas... com cabelos atordoados...
encarapichados... ao invés de tornar medonhos... é
Tetéia...
Lembro-me... a cento e cinco anos atrás... quando nasci...
as negras escravas com nenéns... recém nascidos
falando que eram... tetéias... hoje velhinho encurvado...
pela longetividade... mas marcado pelo tempo... lembro-me
quando a vi pela primeira vês... Tetéia... e
algo como o doce que o neném busca no peito... ou a
caricia das mãos da mãe... tem significado de
Tetéia...
Tetéia é o caminho percorrido... aveludado macio
por onde andam os príncipes e Reis... Tetéia...
e o curvar da Rainha perante a Majestade!
Autor:
Sincero... o Único
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