Sei que foste, porque ouço ao longe teu lamento
Escorrego, na lama, da terra por lágrimas molhada
Que quando cessam, muitos torrões de tormentos
Ferem meus pés descalços, e esta alma
cansada.
Senta a sombra, na beira da estrada, olha o infinito
Deita dorme, e sonhando, volta te vê formatando
Uma nova vida, teu sorriso, paz acaba o grito
Tua felicidade volta, e em sonhos, vais buscando.
Imagens, poesias, e construindo, vais montando
Com carinho, os caminhos, sons aparecendo
A arte bela, das mãos, amáveis pouco a
pouco grafando
Expulsando as tristezas, a infelicidade, morrendo.
Ao acordar, refeito, com coragem e muita coragem
Já a alegria, nasce, passa vem um novo horizonte
Vou caminhar, e no deserto, avisto longe uma miragem
Nossa casinha, construída, com amor de monte.
Nela descanso, enfeitarei a mesma, com muitas flores
Vou perfumando-a, emoldurando, acerto as arestas
Se um dia, por lá passares, sorrindo ou com dores
Abraçar-te-ei em meu regaço, será
um dia de festa.
Sincero...
o Único
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