Bloqueou...
deletou... covardemente fugiu
Deixou tristezas... interrogações... vazio...
aperto
De um coração ferido... sem resposta...
argüiu
Como está a fugitiva? tem frio? fome? acerto?
No
chão sujo de escuro esconderijo... sem luz
Num corpo sem alma... animal bravio urrando
Abatida... desgraçada... o ferido conduz
Está desgovernada... que grita... chora...
amando.
Viu
o amado partir... continuar não deletou...
ou bloqueou
Não foge... não bate... enfrenta...
sincero... permanente
Não como a flor de manhã... ao meio
dia murchou
A tarde morreu... veio a noite... inexistente.
Podes
fugir... vá longe... corra... tome distância
Deixa-me na felicidade... paz... tranqüilidade...
buscando força
Para na longínqua manhã... arrebatar
com ânsia
Aquela que na surdez e cegueis... não viu...
não ouça
Até
que o inverno passe... a primavera quebre as grades
desta prisão maldita... de consciência
insana e sutil
Volte á paz... a ser humana e vades...
Viver de um amor... puro... deixando esta vida inútil.

Sincero...
o Único