Duas e trinta... madrugada... o vazio
Telefone mudo... sem vida
Viro na cama... o choro o pio
Do noturno pássaro... querida.

Liga... esperando... ouvir-te...
Sempre um som... lúgubre... silencio
Palpitante o coração... a explodir
Tu sofres... sei queres... rosto tenso.

Também amarguras... no papel escreves
Lamúrias desejos... solidão... tristeza
Enquanto teu amado... sequer atreve
Sonhar com teus lábios... com presteza.

Registra..doe o peito..o corpo treme
Vamos querida... pegue o fone e liga
Não vê que sofro... o choro... a alma geme
Até o sangue... devagar não irriga.

Nas machucadas artérias... esfria
Ai... Guarulhos... vê... não me esquece
O fone calado... inerte... anuncia
Que tu não amas... teu amor aquece.

Mais uma desilusão... noite vazia
Teu esquecimento... luta prevalece.


Sincero... o Único