Que sentiu... tomando sobre seus ombros... pensando... maquinando sem nada saber... tentando penetrar no íntimo de meu ser... pergunta eminente... será?... não... não querida... eis aqui um velho navegador... conhecedor de caminhos... envolto em mistérios... muitas vezes estonteante... outros lúgubres... outros oniscientes... festivos... tempestuosos...

Nas águas mansas e tranqüilas do oceano da vida... num largo sorriso da proa avistando o passado... da popa profetizando o futuro... talvez o nosso futuro... entro garbosamente dentro de seu peito... apalpo seu coração em batidas... sonoras... trepidantes... ansiosa... transmitindo o desejo... desejo de ver... conhecer-me... apalpar-me...

Mil figuras... formando... desfigurando... e refigurando... nos anseios de conhecer o alheio... sou capaz de te ver sonhando... o desejo de ajudar... ajudar para conquistar... conquistar para ter... cobrir... enaltecer... não em mim... mas em ti mesmo... vontade infinita... nascendo de primeiro apalpar... depois... olhar dentro dos olhos... querendo vê-los brilhantes... olhos falando de amor...

Amor que esperas... vontade de saciar desejos contidos... doloridos ainda de um amor perdido... de uma amargura.... de um cálix amargo...descendo pela garganta... estreitada pela tristeza... com um nó atravessado... uma esperança perdida... uma noite mal dormida... corpo quebrado... mente vagueando... que buscas?...

Vês-te só... e eu sorrindo... com um sorriso matreiro... sentindo teu passar nos trilhos da vida... e como um leopardo... a beira do mesmo... espero-te... saciando antevejo sucumbida... apaixonada... abraçada... imune... a força brutal do homem que amas... agora em seus braços... desvalida... entrega-se... e o bruto se torna tenro... enlaça-a...

E com os braços envoltos em seu pescoço... levantando seus cabelos... com lábios ardentes... beija sua nuca... arredios... tremores... correm pelo teu corpo... os seios antes meio caídos endurecem... com bicos convidativos... almejam uma boca máscula... que os afogue... enquanto as entranhas cheias de desejo... se comovem...

São corpos que se juntam... palavras doces nascem... juras de amor... juntam-se... e num frenesi... ainda pensando maquinado... formando crescendo... brotando... enxergam com olhos lacrimejantes de gozo... aquela imagem perdida... no pensamento inócuo... despreocupado... inocente... que espera... galardoar o príncipe...

Que com amor... carinho... desvelo... levanta uma coroa... coloca sobre sua cabeça... e agora orgulhosa deitas... nos braços de seu Rei... Rei que dedica este... a você... você... amor anônimo... que deleitaste com a singeleza do escrito... e respondeu a pergunta... que teu coração ansiava...

Já não maquinas mais... sabes de tudo... sente a vida dentro de teu ser... a vida doada por um sincero.



Sincero... o Único