Traze-me
tua sede, afoga-a em meu poço de desejos.
Cerra os olhos para que possas enxergar minha luz,
tudo que quero agora é um beijo seu; despudorado
molhado, melado com as lagrimas do reencontro.
Vem,
deita comigo sobre os escombros da saudade,
o pó do passado é agora adubo para o novo jardim.
Rosas novas estão prontas para florir, com elas viram
também novos espinhos para novamente nos ferir.
Deixa
que minha língua te seque o sangue nos dedos,
que meus beijos sejam o balsamo para tuas dores...
Acende novamente meu olhar no brilho de tua alma.
Gritemos nossos nomes em loucos sussurros roucos.
Areias
do tempo não escoam por mãos entrelaçadas.
Hoje é nosso presente, ontem um quadro pendurado
nas paredes da lembrança, amanhã apenas um sonho.
Precisamo-nos, juntos somos metade, só somos nada...